Blog do Povo


Uma direita sem discurso e sem rumo.

 

 

                É lamentável, contudo não surpreendente, a situação em que se encontram os partidos e as intituições mais conservadoras do País. Sem um discurso convincente, esses atores que outrora dominavam a cena política, hoje  se veem fadados a ocupar um pequeno espaço do espectro político nacional.

                Não é a toa que os candidatos que, nos últimos 8 anos, se preocuparam em fazer apologia a golpes – rememorando os anos de chumbo - , estão sentindo uma forte dificuldade em retornar aos seus cargos no Congresso Nacional, como é o caso de alguns senadores e deputados federais.

                Além disso, vale ressaltar o fato de eles estarem sem um projeto claro, que seja capaz de confrontar, à altura, com o projeto proposto pelo atual governo. Na verdade, a oposição, hoje, representa as forças mais retrógradas que mantiveram – ao custo de muita miséria – o grande gigante adormecido.

                Assim, pelo visto, da mesma forma que a população votou em FHC, em nome da estabilidade monetária (mesmo que essa desmoronasse em 1998, logo após as eleições), assim também, ao que tudo indica, o fara em nome da manutenção das inúmeras conquistas do atual governo.

                Portanto, se a oposição tem  interesse em voltar a governar o Brasil, é melhor ela mudar o discurso, caso contrário, estará condenada a ficar mais 4 anos, pelo menos, fora do poder. Pois, o povo não está nem um pouco disposto a correr riscos. Sabe como é: Para que arriscar? Só se não tivesse outra opção melhor. Nesse caso, o País tem.



Escrito por Marcelo Paz às 14h28
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Telefonia: do monopólio ao oligopólio.

 

 

 

 

               Ontem, o mercado de telefonia ficou eufórico com os boatos de compra e venda de ações das principais empresas de telefonia que atuam no Brasil. A espanhola Telefonica adquire a Vivo e a Portugal Telecom ficaria com uma fatia da Oi. Mas será isso suficiente para baixar o preço das tarifas e melhorará os serviços?

 

               Se, até os anos 90, o mercado de telefonia no Brasil era dominado por uma única empresa que – sem investimentos –, sequer, conseguia prestar um serviço descente à população e, ainda, havia uma enorme limitação no número de aparelhos disponíveis.

 

               Agora, depois das privatizações, temos uma situação diferente, porém, que guarda, com aquela, algumas semelhanças. Pois, se temos aparelhos e linhas em abundância, contudo as tarifas e os serviços são simplesmente horrorosos, basta ver que as teles, assim como os bancos e as administradoras de cartões de crédito, são campeões em reclamações nos Procons, pelo País afora.

 

               Logo, o governo e, principalmente, a Anatel tem de avaliar muito bem quais serão os benefícios que esse mega negócio trará para os clientes dessas operadoras, pois, até agora, o que se vê é um mar de confusão na prestação de um serviço tão essencial ao conjunto da economia. Afinal de contas – na era da internet – a comunicação é fundamental para o desenvolvimento.



Escrito por Marcelo Paz às 23h22
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GREENPEACE: as duas faces de uma ONG.

 

 

 

               Recentemente, aqui mesmo neste espaço, trouxe à tona uma discussão sobre a medíocre, para não dizer omissa atuação do Greenpeace no caso da tragédia ambiental (talvez a maior da história) causada pela petroleira britânica a British Petroleum – BP.

 

               Criada em 1971, no Canadá, por um grupo de norte-americanos e, atualmente, com sede em Amsterdã, a ONG que é formada pela justaposição de duas palavras inglesas, cujos significados são, respectivamente, verde e paz, não teve a sua atuação restrita apenas aos Estados Unidos, mas também ganhou status internacional pela sua ‘luta pela preservação do meio-ambiente’. Até aí tudo bem, nada demais, na verdade é uma iniciativa louvável que parte de pessoas que não vivem apenas o dia de hoje, mas vislumbram um amanhã melhor para as futuras gerações.

 

                Porém, a atuação dos verdes da paz – em determinados casos – parece um tanto quanto dúbia, pois – se de um lado eles lutam contra desmatamento de florestas nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, por outro eles não têm a mesma tenacidade quando se tratam dos interesses dos países ditos desenvolvidos, como é o caso dos EUA e da Grã-Bretanha.

 

               Assim, foi decepcionante a atuação medíocre do Greenpeace no trato com a BP e com os USA. Pois, se eles são verdadeiramente guardiães do meio ambiente, deveriam condenar peremptoriamente a atitude tacanha do presidente Obama, que – com palavras vazias, foi incapaz de sancionar, à altura, a petroleira britânica.

 

               Conseqüentemente, temos que ver estas ONGs com outros olhos quando elas se referirem ao Brasil em questões ambientais, pois sabemos que eles não são tão isentos assim, muito pelo contrário, são passionais demais.



Escrito por Marcelo Paz às 23h19
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Devido processo legal: a afronta à Constituição Federal

 

 

 

 

               Não é de hoje que o País vem assistindo, infelizmente, a um verdadeiro desrespeito à nossa Carta Magna. O devido processo legal, uma das maiores garantias constitucionais, não está sendo observado pelas nossas autoridades. Isso vem ocorrendo com a leniência e a letargia do Estado que, por força legal, tem a obrigação de cumprir.

 

                 Inúmeros são os casos de abuso de autoridade no Brasil. Hoje, a pretexto de dar uma resposta contra a violência à sociedade, as polícias, o Ministério Público e o Poder Judiciário vêm transformando delitos em verdadeiros espetáculos midiáticos.

 

                Assim, basta ver nos casos de grande repercussão – como é o caso do goleiro Bruno, do Flamengo – onde, tanto delegados quanto promotores, extrapolam às suas atribuições e, como numa tragédia grega, saem falando pelos cotovelos e, muitas vezes, comprometendo a própria legalidade do inquérito ou da ação penal.

 

                Vale salientar ainda que, tanto o Conselho Nacional do Ministério Público, quanto o Conselho Nacional de Justiça foram criados com a finalidade de não apenas para trazer celeridade à justiça, mas também fiscalizar quem tem o poder-dever de cumprir e fazer cumprir as leis. E, para decepção de todos, isso não vem ocorrendo.

 

                Logo, atitudes como essas, colocam em risco o próprio estado democrático de direito, que é a essência da própria democracia no seu sentido mais amplo. Assim sendo, não podemos nos calar diante do que reputo ser – resquícios da ditadura – a forma como as autoridades judiciárias vêm tratando as pessoas. Lembrem-se todos que: “A injustiça que se pratica hoje contra um; é, amanhã, uma ameaça a todos”.

 



Escrito por Marcelo Paz às 21h33
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DATAFOLHA: Pesquisas sob suspeita.

 

 

 

 

                 Todos sabem que a estatística não é uma ciência exata, contudo sabe-se que, de acordo com a metodologia utilizada, ela pode ser manipulada ao bel-prazer de quem colhe e analisa as amostras. Assim, uma pesquisa pode mostrar o retrato que o instituto desejar, basta, para isso, ajustar o questionário; selecionar as amostras que melhor convier e, finalmente, ponderar os resultados.

 

                 Assim, têm-se, quem sabe, as explicações para as distorções existentes entre as pesquisas Vox Populi, Sensus, Ibope e Datafolha. Ao fazermos uma análise das pesquisas para as eleições presidenciais deste ano, vemos claramente que não se trata meramente de uma mudança metodológica, mas, sim, de uma predileção por uma metodologia que induza a um determinado resultado.

 

                Além do mais, não é a toa que, sistematicamente, as pesquisas Datafolha (Instituto ligado à Folha de São Paulo) vêm mostrando sucessivos empates técnicos entre Serra e Dilma, na contramão do que vêm mostrando os outros institutos. Não se pode deixar de levar em consideração que o jornal paulista faz uma ferrenha oposição ao governo Lula (basta ver a sua linha editorial), pois, diariamente, fazem propagandas negativas do governo Lula e da Dilma e, por outro lado, propagandas sutis e, de vez em quando, escancaradas a favor do tucano paulista.

 

                A atuação do jornal da família Frias começa a suscitar as mais diversas desconfianças acerca das suas verdadeiras intenções para justificar a predileção pelo ex-governador de São Paulo. Vale salientar ainda que atualmente há, na blogosfera, uma série de comentários que colocam sob suspeita a atuação da Folha e do seu instituto.

 

                Dito isso, passou da hora de os órgãos encarregados da lisura do processo eleitoral estarem mais atentos à possível tentativa de manipulação dos dados das pesquisas e, por conseqüência, do resultado das eleições. Até o momento, o TSE vem se debruçando sobre questões menos relevantes que a atuação dos institutos de pesquisas. Olho neles, pois a democracia não pode ficar refém dos institutos e seus interesses, sabem-se lá quais são.



Escrito por Marcelo Paz às 10h51
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